História: A formiguinha e a neve
A FORMIGUINHA E A NEVE
Para ouvir esta história, feche os olhos e imagine uma cidade bem bonita. Uma cidade onde bicho fala e homem entende.Nessa cidade, havia uma formiguinha que trabalhava sem parar. Ficava o dia inteiro procurando alimento para que quando o inverno chegasse ele não lhe faltasse. Nos dias difíceis de trabalho, a formiguinha se alegrava com o canto da cigarra.- Como é bom ouvir dona Cigarra cantando!Um dia, sabendo que o inverno estava quase chegando, ela correu para buscar uma última folhinha que havia deixado perto de uma árvore.No caminho, de repente, caiu um floco de neve bem em cima do seu pezinho. E a pobrezinha ficou presa!Desesperada, sem saber como soltar o seu pezinho, ficou com medo de morrer de fome ou de frio e começou a gritar:- Socorro! Quem vai me libertar deste floquinho de neve?Foi quando viu o Sol no alto do céu e pediu:- Ó! Sol, você que é tão forte, por favor, derreta a neve e desprenda o meu pezinho...O Sol respondeu:- Pobre Formiguinha! Eu não sou tão forte. Mais forte do que eu é o muro, que impede os meus raios luminosos e quentes de passar!A formiguinha virou-se para o Muro e perguntou:- Ó! Muro, já que o senhor é tão forte, que tapa o Sol, que derrete a neve, por favor, desprenda o meu pezinho!O Muro virou-se para a Formiguinha e disse:- Pobre Formiguinha, nada posso fazer! Mais forte do que eu é o Rato que me rói!Desanimada, a Formiguinha viu um rato, apressado, passando bem perto do muro e perguntou:- Ó Rato, me ajude! O senhor que é tão forte, que rói o Muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho!O Rato, seguindo o seu caminho apressadamente, fugindo do frio, respondeu:- Pobre Formiguinha; mais forte do que eu é o Gato, que me come!Já com poucas forças, a Formiguinha avistou o Gato:- Por favor, senhor Gato, me socorra. O senhor que é tão forte, que come o Rato, que rói o Muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho!O Gato, caindo de sono, respondeu:- O Cão é mais forte do que eu. Ele vive me perseguindo.Desanimada, sem saber como sair dali, viu que um cão passava por perto:- Por favor, senhor Cão, você que é tão forte, que corre atrás do Gato, que come o Rato, que rói o Muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho!O Cão, sem dar muita atenção à Formiguinha, respondeu:- Mais forte do que eu é o Homem, que me bate.Já perdendo a coragem de viver, sentindo o frio aumentar, viu um homem vindo ao longe. Quando ele chegou perto, ela implorou:- Por favor, Homem, você que é tão forte, que bate no Cão, que persegue o Gato, que come o Rato, que rói o Muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho!O Homem, sentado em uma pedra, preocupado só com a sua vida, respondeu:- Mais forte do que eu é a Morte, que me mata!Já bem fraquinha e com muito medo, viu dona Morte se aproximar e implorou:- Dona Morte, a senhora que é tão forte, que mata o Homem, que bate no Cão, que persegue o Gato, que come o Rato, que rói o Muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho!E dona Morte, sem nenhum sentimento, respondeu:- Mais forte do que eu é Deus, que me governa!Percebendo que ia morrer, a Formiguinha abaixou a cabecinha e começou a orar baixinho:- Meu Deus, o Senhor que é tão forte, que governa a Morte, que mata o Homem, que bate no Cão, que persegue o Gato, que come o Rato, que rói o Muro, que tapa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho!Deus, que tudo ouve e a todos socorre, mandou que a primavera chegasse, enchendo os campos de flores e o céu de luz e brilho.Vendo a Formiguinha quase morta de tanto frio, colocou-a entre as suas mãos e lhe fez um carinho. Depois, levou para o seu reino onde não havia inverno, onde o sol brilhava todos os dias, enchendo os campos de flores, de alegria e de paz.E esta história entrou no ouvido e saiu no meu coração...
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FAZENDO ARTE este site foi criado para reunir e divulgar atividades na área da educação infantil,para que possamos crescer ainda mais. BEIJIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINHOS SINÉSIA
BEM-VINDA(O)
Olá, bem-vinda(o) ao FAZENDO ARTE este site foi criado para reunir e divulgar atividades na área da educação infantil, no entanto, com o intuito de compartilhar idéias legais, muitos materiais encontrados na web são compartilhados aqui, com seus devidos créditos, para que possamos crescer ainda mais. Neste espaço, colocarei sugestões para atividades em sala de aula e projetos com turmas da educação infantil. São painéis, murais, decoração e ornamentação da sala de aula e organização dos espaços, dicas para as datas comemorativas, mensagens para os pais, reuniões pedagógicas, avaliação e muito mais. É um espaço para enriquecer a prática de quem trabalha na educação infantil e, assim como eu, é apaixonada pela profissão. Após ler uma postagem deixe abaixo um comentário acrescentando idéias, sugestões, dando uma dica ou apenas dizendo o que achou, pois desta forma poderemos trocar idéias e enriquecer as atividades. LEMBREM-SE, as atividades são elaboradas para a EDUCAÇÃO INFANTIL, principalmente, para turminhas que se encontram em pré alfabetização e alfabetização, no entanto, servem também para o berçário, maternal I, maternal II, Jardim I e II, Pré e séries iniciais, pois são flexíveis e podem ser adaptadas de acordo com o interesse e faixa etária da sua turminha. Bom proveito!!! Sinésia
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
A Cigarra e a Formiga
A Cigarra e a Formiga
Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou: - Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente se divertir! - Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno. Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quando tinha fome, era só pegar uma folha e comer. Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha.A cigarra então aconselhou: - Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos dançar! A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada. Resolveu viver também como sua amiga. Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro e, ao vê-la se divertindo, olhou feio para ela e ordenou que voltasse ao trabalho. Tinha terminado a vidinha boa. A rainha das formigas falou então para a cigarra: - Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio. A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou: - Hum!! O inverno ainda está longe, querida! Para cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Pura perda de tempo. Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e não tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga. Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente a cigarra quase morta de frio. Puxou-a para dentro, agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa. Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra: - No mundo das formigas, todos trabalham e se você quiser ficar conosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós. Para cigarra e paras formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas.
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Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro. Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou: - Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente se divertir! - Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar comida para o inverno. Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quando tinha fome, era só pegar uma folha e comer. Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha.A cigarra então aconselhou: - Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos dançar! A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada. Resolveu viver também como sua amiga. Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro e, ao vê-la se divertindo, olhou feio para ela e ordenou que voltasse ao trabalho. Tinha terminado a vidinha boa. A rainha das formigas falou então para a cigarra: - Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio. A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou: - Hum!! O inverno ainda está longe, querida! Para cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Pura perda de tempo. Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e não tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga. Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente a cigarra quase morta de frio. Puxou-a para dentro, agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa. Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra: - No mundo das formigas, todos trabalham e se você quiser ficar conosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós. Para cigarra e paras formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas.
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História: "Dona Baratinha"
DONA BARATINHA
Era uma vez, no tempo em que os bichos falavam, uma baratinha muito trabalhadeira. Ela gostava de manter sua casinha sempre limpa e em ordem, com os móveis bem espanados, as panelas brilhando e vasos de flores espalhados por todo canto.Um dia, ela estava varrendo a casa, quando encontrou, atrás da porta, três moedas de ouro. Naquele tempo, as coisas eram baratas, e uma moedinha de ouro tinha um grande valor. Por isso, Dona Baratinha ficou feliz com seu achado e logo fez uma lista de tudo o que precisava comprar.Mobiliou de novo a casa inteira, mandou fazer um enxoval muito bonito, comprou roupas e sapatos novos e ainda sobrou dinheiro. Quando já não sabia mais o que comprar, Dona Baratinha guardou o resto do dinheiro dentro de uma caixinha.Agora que estava rica e elegante, que tinha uma casa com mobília novinha e um lindo enxoval guardado no baú, Dona Baratinha achou que estava na hora de se casar.À tardezinha, vestiu as roupas mais bonitas, fez um belo penteado com um lindo laço de fita e, toda perfumada, foi para a janela esperar os pretendentes.Ela cantava:- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?O primeiro a aparecer foi o cavalo, o animal mais elegante da cidade. Ao ver Dona Baratinha na janela, toda bonita e perfumada, o cavalo a cumprimentou com educação, e ela aproveitou para cantar:- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?- Oh! Tão linda senhorita, claro que quero!- Diga primeiro, cavalo, como é que você faz quando dorme?O cavalo se preparou, estufou o peito e deu um relincho tão forte que Dona Baratinha, assustada, respondeu:- Deus me livre de tal noivo, relinchando dessa maneira. Terei sustos o dia todo e medo a noite inteira!Triste, de orelhas caídas, lá se foi o cavalo, afastando-se pela estrada.Dali a pouco, Dona Baratinha viu aproximar-se, com passos lentos, um boi. Ela cantou sua música, o boi respondeu que aceitava se casar com ela. Então, ela lhe pediu que mostrasse como fazia à noite quando dormia. E o boi mostrou:- Muuuuuu!- Deus me livre de tal noivo! Que barulho assustador!E lá se foi, desiludido, o pobre boi.Depois do boi, apareceu o cachorro. Dona Baratinha gostou bastante do novo candidato: era valente, esperto, alegre, mas ela não deixou de lhe fazer a mesma pergunta. Quando o cachorro soltou seu forte latido, Dona Baratinha quase morreu de susto e disse:- Não, não e não! Desse jeito não conseguirei dormir.E ali ficou ela mais um tempão, debruçada na janela, cantando sua canção. De repente, viu desfilar à sua frente um charmoso gato branco.- Que belo gato! – disse ela – E cantou para ele: “Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?”E o gato disse:- Que maravilha de senhora, claro que aceito.- Diga primeiro, gato, como é que você faz à noite ao dormir?O gato soltou um miado tão fino que Dona Baratinha até tremeu de susto.- Deus me livre de tal noivo, miando dessa maneira!Dona Baratinha ficou desanimada. Não aceitou nenhum dos bichos como noivo. Já estava quase desistindo da idéia de arranjar um noivo, quando viu Dom Ratão virar a esquina. Ele vinha todo elegante. Assim que passou debaixo da janela, Dona Baratinha resolveu fazer mais uma tentativa e cantou sua canção:- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?O rato, ouvindo, respondeu rapidamente:- Oh! Linda, maravilhosa e perfumada senhora, claro que aceito.Então, ela lhe pediu que mostrasse como era o barulho que ele fazia à noite.O rato fez para a futura noiva ouvir o seu “Qui... qui... qui...” suave.Dona Baratinha apreciou a voz do rato e foram, então, combinar a data do casamento.Providenciaram tudo – convites, enfeites, trajes – e marcaram o casamento para dali a dois dias.Dona Baratinha e Dom Ratão contaram com a ajuda de vários parentes e amigos. A bicharada recebeu o seguinte convite:NA IGREJINHA DA PRACINHA, NUMA BELA CERIMÔNIA,NO DIA 7, ÀS 10 HORAS,DONA BARATINHA E DOM RATÃO VÃO SE CASAR.ESTÃO TODOS CONVIDADOS.APÓS A CERIMÔNIA, HAVERÁ UMA BELA COMEMORAÇÃO, COMCOMES E BEBES E UM DELICIOSO CALDO DE FEIJÃO.Ah, o caldo de feijão! Ele transformou a vida de Dom Ratão. Vou contar a vocês o que foi que aconteceu.Logo de manhã, Dom Ratão foi direto para a casa da noiva. Sentou-se no sofá e ficou observando Dona Baratinha que, toda agitada, preparava um banquete delicioso para a festa de casamento.Acontece que Dom Ratão era muito comilão. Cada vez que a noiva passava à sua frente carregando alguma coisa gostosa, os olhos dele ficavam arregalados de gula. Ela estava preparando pratos tão deliciosos e do fogão vinha um cheiro tão agradável que a cada minuto Dom Ratão achava mais difícil resistir e continuar sentado no sofá.Até que, de repente, Dona Baratinha tirou da despensa, bem no focinho do noivo, um enorme pedaço de toucinho defumado.Esse era o prato preferido de Dom Ratão. Ele ficava louco quando via toucinho à sua frente.Nessa hora, o comilão quase se levantou do sofá, mas teve tanta vergonha de lhe pedir um pedaço que a única coisa que pôde fazer foi ficar sentindo o cheiro.Acabou chegando a hora do casamento, e Dom Ratão não teve outro jeito senão dar o braço à noiva e sair para a igreja. No meio do caminho, entretanto, teve uma grande idéia. Virando-se para Dona Baratinha, disse:- Chi! Esqueci as minhas luvas! É melhor você ir na frente que eu a alcanço depois.Mal entrou na casa da noiva, foi diretamente para o fogão. Tão desesperado estava, com tanta gula, que se debruçou sobre a panela de feijão tentando apanhar o cobiçado pedaço de toucinho. Ao subir naquela altura, Dom Ratão ficou zonzo, escorregou... e bum! Caiu dentro da panela de feijão.Na igreja, a noiva e os convidados esperavam impaciente. Vendo que o noivo não aparecia, resolveram ir atrás dele.Correram até a casa e se cansaram de tanto procurar. Dom Ratão não estava em lugar nenhum. De repente, alguém gritou:- Dom Ratão caiu na panela de feijão!Foi aquela confusão: Dona Baratinha desmaiada e a bicharada desesperada! Com dois garfos, os cozinheiros suspenderam Dom Ratão pela cauda e ele saiu todo sujo de feijão.O guloso, porém, teve sorte, pois o feijão não estava muito quente. Ele saiu pingando feijão, todo sem graça e com muita vergonha.Dona Baratinha ficou muito triste. Ela chorava sem parar. Foi amparada por alguns convidados, enquanto outros acompanharam Dom Ratão para que tomasse um banho.Depois de limpo, Dom Ratão voltou à sala e pediu perdão a Dona Baratinha. Os amigos intercederam em favor dela, afinal ele tinha defeitos, mas tinha muitas qualidades também, e , assim, acabaram convencendo Dona Baratinha a perdoar o noivo. Voltaram para a igreja, casaram-se e foram felizes para sempre.
Sinésia
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